experimento #1

Na madrugada, sem nenhum som ou ruído (fora o barulho da chuva) e com as luzes apagadas aproximo a ponta do dedo indicador esquerdo a maçã do rosto do mesmo lado. toco sutilmente, recuo, até ficar com aquela sensação de que apenas uma fina camada de ar separa o dedo do rosto. Será que que é a pele do rosto que está sentindo a ponta do dedo ou a ponta do dedo que está sentido o rosto? Será que eu vou conseguir dormir?

Clichê

Clichê é o jeito como você faz algo, não é o quê você faz. E todos nós precisamos de clichês de vez em quando. É o que esperam de nós muitas vezes. É uma solução rápida para um problema. Só não sei se faz bem pra pele.

como escrever um livro #2

Hoje estou feliz porque escrevi. Aliás, escrevi mais de uma página. Mas não mostrei pra ninguém, está lá no google docs. Amanhã (provavelmente só na quarta, sábado ou nunca) eu reviso e aí mostro para alguém. Mas hoje estou feliz só porque escrevi. Estou feliz sozinho. Mas um dia vou mostrar para você e  você vai ser feliz comigo. Mesmo que não goste sequer de uma linha, eu sei que você vai ficar feliz porque mostrei à você a minha felicidade sem censura (escrevendo sem publicar, ninguém nos censura). Vai ficar feliz porque você também tem suas linhas escondidas, várias delas, quilos dela dentro de você. E eu vou ficar feliz com a sua microcensura. Com aquele “gostei” meio que por educação. E eu vou mudar todas as palavras que você falou. Vou corrigir a concordância e o espaço duplo. E o texto vai deixar de ser só meu para ser um pouco nosso. E aí eu vou publicar.

sobre o futuro #1: não sei

Eu não sei o que vou fazer daqui a um, dois, três, cinco ou dez anos.
Eu tenho sonhos e faço projeções (aliás, acho que perco muito tempo com isso), mas a resposta curta quando me perguntam como eu me imagino daqui a cinco anos é não sei.
Há cinco anos era impossível imaginar que eu faria o que faço hoje. Eu não sei, assim, o que farei num futuro próximo. Imagino que farei algo que nem imaginaria. É isso que eu mais gosto no futuro.
Eu tenho até um pouco de pena das pessoas que dizem com boca cheia o nome do cargo que querem ocupar daqui uns anos. Qual é a graça em um futuro tão óbvio, banal, previsível? Eu não gosto muito de videogames justamente por isso: as fases definidas, os golpes certos, todo esforço para um final que é igual para todos.

Por outro lado, existem as pessoas que perguntam à você sobre o seu futuro. Parece que por estarem um pouco a frente no caminho, precisam alertar aos demais como chegar lá. Como um amigo que fala para o outro como resolver a fase de um jogo. A melhor maneira de ajudar outra pessoa sobre o seu futuro é esperar ela pedir algum conselho sobre ele. E quando ela o fizer, responder como um oráculo responderia. Afinal, por mais que ela peça um resposta definitiva, não é isso que ela precisa.

Eu não sei sobre o meu futuro, mas isso não quer dizer que eu esteja perdido: se você não sabe onde quer chegar, todos os caminhos estão certos.

parachoque de caminhão

a vida não tem calota, só calote

sobre o que acontece

Quote:

I guess it would be nice to give my heart to a god.
But which one do I choose?End quote.

Hoje

Aprendi a dar mais estrelas para os filmes.

O dilema da posse

Você me quer? Então você é meu.