Na madrugada, sem nenhum som ou ruído (fora o barulho da chuva) e com as luzes apagadas aproximo a ponta do dedo indicador esquerdo a maçã do rosto do mesmo lado. toco sutilmente, recuo, até ficar com aquela sensação de que apenas uma fina camada de ar separa o dedo do rosto. Será que que é a pele do rosto que está sentindo a ponta do dedo ou a ponta do dedo que está sentido o rosto? Será que eu vou conseguir dormir?
Clichê é o jeito como você faz algo, não é o quê você faz. E todos nós precisamos de clichês de vez em quando. É o que esperam de nós muitas vezes. É uma solução rápida para um problema. Só não sei se faz bem pra pele.
Hoje estou feliz porque escrevi. Aliás, escrevi mais de uma página. Mas não mostrei pra ninguém, está lá no google docs. Amanhã (provavelmente só na quarta, sábado ou nunca) eu reviso e aí mostro para alguém. Mas hoje estou feliz só porque escrevi. Estou feliz sozinho. Mas um dia vou mostrar para você e você vai ser feliz comigo. Mesmo que não goste sequer de uma linha, eu sei que você vai ficar feliz porque mostrei à você a minha felicidade sem censura (escrevendo sem publicar, ninguém nos censura). Vai ficar feliz porque você também tem suas linhas escondidas, várias delas, quilos dela dentro de você. E eu vou ficar feliz com a sua microcensura. Com aquele “gostei” meio que por educação. E eu vou mudar todas as palavras que você falou. Vou corrigir a concordância e o espaço duplo. E o texto vai deixar de ser só meu para ser um pouco nosso. E aí eu vou publicar.
a vida não tem calota, só calote
sobre o que acontece

Aprendi a dar mais estrelas para os filmes.
Você me quer? Então você é meu.