Eu não sei o que vou fazer daqui a um, dois, três, cinco ou dez anos.
Eu tenho sonhos e faço projeções (aliás, acho que perco muito tempo com isso), mas a resposta curta quando me perguntam como eu me imagino daqui a cinco anos é não sei.
Há cinco anos era impossível imaginar que eu faria o que faço hoje. Eu não sei, assim, o que farei num futuro próximo. Imagino que farei algo que nem imaginaria. É isso que eu mais gosto no futuro.
Eu tenho até um pouco de pena das pessoas que dizem com boca cheia o nome do cargo que querem ocupar daqui uns anos. Qual é a graça em um futuro tão óbvio, banal, previsível? Eu não gosto muito de videogames justamente por isso: as fases definidas, os golpes certos, todo esforço para um final que é igual para todos.
Por outro lado, existem as pessoas que perguntam à você sobre o seu futuro. Parece que por estarem um pouco a frente no caminho, precisam alertar aos demais como chegar lá. Como um amigo que fala para o outro como resolver a fase de um jogo. A melhor maneira de ajudar outra pessoa sobre o seu futuro é esperar ela pedir algum conselho sobre ele. E quando ela o fizer, responder como um oráculo responderia. Afinal, por mais que ela peça um resposta definitiva, não é isso que ela precisa.
Eu não sei sobre o meu futuro, mas isso não quer dizer que eu esteja perdido: se você não sabe onde quer chegar, todos os caminhos estão certos.